26/10/09

Beijo de boa noite

Um beijo de boa noite,
Que percorre numa suave brisa,
Chegando ao teu rosto,
Suavemente se deposita em ti,
Tocando ao de leve a tua pele.

Um beijo muito suavizado,
De modo a não te acordar,
De modo a não te perturbar,
Para manteres o teu sono descansado.

Não te quero acordar,
Apenas te quero admirar,
Ouvir o teu leve respirar,
E um beijo em ti depositar,

Dorme bem.




Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

23/10/09

Sinto-me

Ha ha ha ha,
Sim, sinto-me feliz,
Porquê?
Não o sei dizer,

Boas conversas?
Meias palavras de certa forma interpretadas?
Agradável companhia...
Será que o dia correu bem,
Ou terá acabado melhor?

Não sei explicar,
Não sei definir,

Apenas sei que me sinto bem,
Com jovialidade,
Alegria,
O sangue corre nas veias com vontade,
Os poros abrem-se, absorvem todo o ar à volta,
Sinto os pulmões cheios de ar,
Respiro fundo,
E sorrio ao expirar.

É bom, não é?
Sentir sempre vontade de sorrir,
Mesmo não sabendo muito bem explicar o porquê.
"Parece um tolinho", podem pensar,
Mas também,
Não tenho que me explicar,
Sinto-me feliz,
Apetece-me sorrir,
E sorrio ao andar.




Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

22/10/09

Estou Cansado

Sim, é o meu poeta de eleição (entenda-se Fernando Pessoa).
Senhoras e senhores, Álvaro de Campos:


"Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa."

Álvaro de Campos

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

21/10/09

Quero viver!!!!!

Todos os dias é a mesma coisa,
A procura de algo,
A procura de uma sensação,
Alguma coisa que nos faça sentir vivos.

Estarmos parados, é estarmos mortos,
Sem qualquer tipo de acção,
Sem qualquer tipo de emoção,
O ser humano não consegue viver sem qualquer tipo de sensação.

Sentado num sofá à espera de nada,
Deitado na cama com o olhar fixo no nada,
Assim, apenas podemos esperar uma coisa,
A morte.

Não, recuso-me!!!!
Há que viver, correr riscos,
Beber da emoção,
Deixar que o momento nos leve ao êxtase,
Sentir o vento bater na nossa face,
Respirar fundo e sentir os pulmões a trabalhar,

Quero fazer um sorriso trocista e... arriscar,
Correr quando deveria andar,
Saltar quando deveria parar,
Fazer trinta por uma linha, e, apenas parar,
Para desfrutar da beleza do luar...
Sim, tamanha beleza não é para ignorar,
Sorver a sua mística, a sua magia respirar,
Sentir que o mundo é para AMAR!!!!


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

20/10/09

Erro

A vida é um erro,
Daí aprendemos a mudar,
Cada um nos dá conhecimento,
Daí estarmos sempre a errar.

Um erro é como uma aula,
Se estivermos atentos,
Podemos sempre retirar alguma informação,
Concluímos que algo temos que mudar,
Mudar para não repetir,
Mudar para inovar...

Inovar sim,
Algo novo, é algo inovador,
Nunca antes experimentado,
Nunca antes vivenciado,
Assim aprendemos,
Assim vivemos.

Errando,
Mudando,
Inovando,
E...
Errando novamente.

É neste circulo vicioso que a nossa vida é vivida,
Constantemente em correcção,
Em constante mutação,
A cada queda, sacudir o pó e continuar,
A vida é para andar,
Não é para parar.

---


Uau, ler Fernando Pessoa abre mesmo os horizontes...

Beijinhos a abraços e essas coisas todas

18/10/09

"Cruzou Por Mim, Veio Ter Comigo, Numa Rua Da Baixa "

Este poema veio a mim recentemente.
Mais uma obra prima de Álvaro Campos.
Li, adorei, tenho que o partilhar.

Enjoy...

"Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).

Sinto uma simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.
Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
E' estar ao lado da escala social,
E' não ser adaptável às normas da vida,
'As normas reais ou sentimentais da vida -
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento da justiça, ou capitão de cavalaria,
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque tem razão para chorar lagrimas,
E se revoltam contra a vida social porque tem razão para isso supor.

Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-se com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se ha uma razão exterior a ela?

Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
E' ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
E' ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.

Tudo o mais é estúpido como um Dostoiewski ou um Gorki.
Tudo o mais é ter fome ou não ter o que vestir.
E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.

Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.

Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lagrimas (autenticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco aquele pobre que não era pobre que tinha olhos tristes por profissão.

Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!

E, sim, coitado dele!
Mais coitado dele que de muitos que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.

Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!

Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.

Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!
Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido."

Álvaro Campos

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

15/10/09

Amizade

Os amigos são para as ocasiões,
Já assim dizia o ditado,

Para mim, os amigos são para TODAS as ocasiões,
São os que te felicitam quando estas alegre,
São aqueles que nos massacram com sermões,
São os que te abraçam quando estás triste,

Amigos são todos diferentes,
Há os efémeros,
Há os pontuais,
Há os eternos,
Há os casuais...

Todos têm sua importância,
Uns mantenhem-se por perto,
Outros mantenhem a sua distância,
Mas há sempre o amigo certo.

Dependendo da situação,
Temos o amigo da felicidade,
Temos o amigo da tristeza,
Mas há amizades como o casamento,
Para a riqueza e para a pobreza.


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

Raios de sol

Os primeiros raios de sol bateram no meu rosto,
Um sensação quente, retemperante,
Pôs-me sorridente, capaz, disposto,
Automaticamente, mudei o meu semblante.

Carregar as baterias,
Recuperar energias,
Tudo, e algo mais,
São sentimentos monumentais.

É bom acordar com novas esperanças,
Sentir que o tempo coopera,
Tudo se conjuga para novas andanças,
Positivismo é o sentimento que impera.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas

14/10/09

Frio

A chuva voltou,
Com ela, veio o frio,
A preguiça,
A falta de disposição.

São dias assim que que me põem triste,
Não apetece sair da cama,
Sempre com agasalhos em riste,
Tanto frio que não sinto a alma.

Céu cinzento,
Dias melancólicos,
A chuva a cair no cimento,
Os bichos ficam atónitos.

Que dia triste,
Que dia escuro,
Parece que se criou um muro,
Sol, porque partiste?

Este tempo só me traz inacção,
Constante inércia,
Sem vontade de levantar a mão,
Nem de lutar contra esta controvérsia...


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

13/10/09

Viver.

Cansado de esperar,
Farto de levar a vida assim,
A vida precisa de tempero, já não dá para adiar,
É preciso actuar, viver mais para mim.

Animo, novidades, surpresas,
Deixar-me fluir como um rio,
Não me prender em represas,
Viver e sair do vazio.

Sim, viver a vida,
Não esperar por ela,
Libertar-me e procurar uma saída,
Não pode ser só isto, é certamente muito mais bela.

Vou sair do marasmo,
Vou enfrentar o que vier,
Lutar, viver,
E ficar com o que reter.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

12/10/09

Efémero

Tão rápido entraste na minha vida,
Tão rápido saíste dela,
Tão efémera, nada contida,
Mas deixaste marca como uma queimadela.

Breves momentos,
Intensos,
Deixaram marca,
Deixaram pena,
Deixaram saudade.

Porquê?
Que se terá passado?
Não sei dizer,
Não sei responder.

Ficaram as recordações,
Longas conversas,
Noites perdidas,
Serão recordadas,
Saudades prometidas.
Anjo branco...



Beijinhos e abraços e essas coisas todas

10/10/09

Sim sim...

Já devem desconfiar porque não escrevi ontem...

:P

Beijinhos e abraços e essas coisas todas

09/10/09

Regresso do sentido


As saudades voltaram,
Pensei que as controlava,
Mas as saudades regressaram.

O aperto no estômago,
As borboletas a voar,
A mente a reclamar,
Pára de pensar.

Mas não paro,
Voltaste a me atordoar,
Para todo o lado reparo,
Que em todo o lado pareces estar.

Vejo-te nos sonhos,
Quando fecho o olhar,
Vejo-te no céu,
Vejo-te no chão.

Meu desejo é dar-te a mão,
Meu desejo é beijar-te e libertar desta solidão,
Amar o teu olhar,
Não consigo parar de amar.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

08/10/09

M.

Meu bom amigo,
Longos anos nos juntam,
É bom desabafar contigo,
O melhor amigo quando me perguntam.

Tanto fazes por mim,
Nem em mil vidas conseguiria pagar,
Como te digo, é assim,
És um amigo que não se consegue comparar.

Cedes tanto, sem nada pedir em troca,
Cedes tanto, sempre à vontade,
Cedes tanto,
Dás tanto...

Meu confidente, confessor,
Tudo partilhamos, tudo desabafamos,
Considero-te irmão, com valor,
Pelo que virá, pelo que passamos.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

07/10/09

Luta?

Pensava que não,
Disseram que sim,
Tive que dar a mão,
E eis-me assim.

O mundo dá voltas,
E o povo continua parado,
A música tem novas notas,
E julgamos ter tudo aprumado.

São coisas que acontecem,
Não é possível ser evitado,
Não se pode impedir que comecem,
E só reparamos quando está acabado.

São lições da vida, que a própria nos dá,
A nós, só no resta aprender,
Não é certo que a vida fique como está,
Apenas lutamos, para evitar de sofrer.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

05/10/09

A vida continua

Pela manhã a dentro,
Começa o sol a raiar,
No seu brilho me concentro,
E a sua beleza fico a admirar.

Um dia quente, cheio de novidades,
Roedores nas árvores, pássaros no chão,
A sua vida continua,
Continuam a ser como são.

A vida continua,
A vida não pára,
Apenas se acostuma,
Já não dança como dançava.

Chamemos-lhe rotina,
Monotonia até,
Mas mesmo na rotina, há dias diferentes,
Que podem tornar as pessoas mais quentes.


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

04/10/09

Busca

O que fazer quando se busca algo, mas não se sabe o que é?
Procuramos companhia, paixão, amor, tesão até...
Mas, será que vale a pena procurar?
De tanto procurar, acabamos por não viver a vida.
Demasiado ocupados na busca, acabamos por não desfrutar momentos mais simples, belos até.
Por vezes, esquecemo-nos simplesmente de viver.
E não costumamos dizer que estamos destinados a alguém?
Não é querer dar uma de preguiçoso, mas porquê gastar energias que podiam ser canalizadas noutras actividades...
Temos que admitir, quando menos esperamos, alguém nos surge na vida.
É uma questão de saber esperar.

O problema é que sou impaciente. :s

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

Foi o fim de semana

Pois é, já devem estar a perguntar o porquê de não escrever nada há dois dias.
Pois bem, devo-vos uma explicação.

Ok, não devo nada, mas dou na mesma.

Este fim de semana foi para desbundar.
Na sexta fui ter com uns amigos e amigas (mais amigas) curtir a noite.
Começou com um vinho, champagne, charutos, danças em cima de mesas e acabou no Sardinha.
Grande noite, sim senhor, muito animada e muito divertida.
Cheguei demasiado tarde a casa para escrever.

Ps:Tenho vídeos da noite que irei disponibilizar assim que possível.

Ontem, fui trabalhar.
E qual é o meu espanto quando descubro que as meninas da Maxmen iam lá jantar...
A minha noite ficou mais alegre.
Estavam lá a Sara Kostov (muito bonita), a Lúcia Garcia (muito sóbria e gira), a Liliana Aguiar (um pedaço de plástico, feia e com a mania de vedeta), a Helena costa (nadinha de especial, e com mania de vedeta), e a Marta Santos (DEUSA).
Também estavam mais umas meninas muito bonitas mas que eu não reconheci da revista.

Bem, acabado o trabalho, estava com ideias em me ir embora, recuperar da noite anterior.

Muito me enganei eu.
"Vamos pro Eskada?"
"Não, eu estou cansado, vou dormir."
...
"O quê, Cartão com consumo mínimo?
Pulseira para a zona VIP?
Amanhã durmo."

E lá fomos nós, todos os trabalhadores e patrões.
Um dos benefícios de trabalhar onde trabalho, chegados ao Eskada, passamos a fila, chamamos o gerente e...
Party!!!!!!!!!
Ahh, a Diana Chaves apareceu lá, é mesmo gira, simpática e pequenina...
Tão fofinha...

Agora, tendo em conta que o fim de semana é prolongado, o que será que me espera esta noite?

Provavelmente um chazinho e cama...

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

01/10/09

Espera

O nervoso miudinho,
O estômago a apertar,
A vida é um corridinho,
E o dia está a chegar.

Dia de decisão,
Dia que pudera mudar,
O presente e o futuro, dirão,
Mas depende de como este passar.

Será que é desta que irá acontecer?
Tanto tempo de espera,
Ansioso por finalmente ver,
O que aguardo desde a Primavera...

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

30/09/09

Quem és tu??

Quem és tu?
De onde vens?
Que poderes tens,
Para me pores a nu?

Palavras doces, chavões até,
Elogios sem medo,
Fazes soar que o que parece é.

Não te conheço,
Nem sei de onde vens,
Penso se mereço,
Se fores como convéns.

A ver vamos, que futuro me trazes,
Alegria, tristeza, indiferença,
Tudo depende do uso das frases,
E do poder da nossa crença.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.