06/05/10

És tu.

São momentos de alegria,
Momentos de pura emoção,
Quando te vejo, te sinto,
Te toco de leve na face e te dou a mão.


É a tua voz,
São as tuas mãos,
O brilho do teu olhar,
A suavidade dos teus lábios.



Tudo se conjuga,
Tudo se unifica de forma a te representar,
Perfeita, meiga, bela...


Bastou um olhar,
Um simples mirar,
E, ao ouvir a tua voz,
Eternamente te iria adora.




Passeando ao teu lado,
Meu coração explode,
Esqueço o passado,
Apenas o sentimento nos consome.


São momentos de alegria,
Rejuvenescido me sinto a teu lado,
Sorrio, verdadeiramente sorrio,
Como há muito não se via.


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

12/11/09

Feliz Aquele...


"Feliz aquele a quem a vida grata
Concedeu que dos deuses se lembrasse
E visse como eles
Estas terrenas coisas onde mora
Um reflexo mortal da imortal vida.
Feliz, que quando a hora tributária
Transpor seu átrio por que a
Parca corte
O fio fiado até ao fim,
Gozar poderá o alto prêmio
De errar no Averno grato abrigo
Da convivência.
Mas aquele que quer
Cristo antepor
Aos mais antigos
Deuses que no Olimpo
Seguiram a Saturno —
O seu blasfemo ser abandonado
Na fria expiação — até que os Deuses
De quem se esqueceu deles se recordem —
Erra, sombra inquieta, incertamente,
Nem a viúva lhe põe na boca
O óbolo a Caronte grato,
E sobre o seu corpo insepulto
Não deita terra o viandante."

Ricardo Reis

Através da intemporalidade das suas preocupações, a angústia da brevidade da vida, a inevitável Morte e a interminável busca de estratégias de limitação do sofrimento que caracteriza a vida humana, Reis tenta iludir o sofrimento resultante da consciência aguda da precariedade da vida.

Dos mais... "pesados" héteronimos de F. Pessoa.
Mesmo preocupado em tentar não sofrer, transmitia uma força que transcende a compreensão humana.

Seria F. Pessoa humano?

Tanta genialidade junta e, ao mesmo tempo esquizofrenia, deviam manter a sua mente em constante sobressalto.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

09/11/09

Se, depois de eu morrer...

"Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza."

Alberto Caeiro

Às vezes, é preciso recuperar forças e tomar um suplemento.
Reestabelecer as energias e carregar as baterias.
O grande Fernando Pessoa é o meu "suplemento".
Bebo da sua genialidade para poder continuar a escrever.
Não tenciono alcança-lo, nunca o conseguirei.
Mas, a sua obra da-me vontade de continuar a escrever.

Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

08/11/09

Felicidade

A felicidade,
Tão forte quando surge,
Que assusta,
Parecemos não habituados a ser felizes.

A vida é dinâmica,
Serve para ser vivida,
Não existe uma simples mecânica,
E não precisa de ser sofrida.

Porque não, simplesmente viver?
Viver, desfrutar,
Deixar os dias rolar,
Plantar para depois colher...

Se uma oportunidade nos surge,
Devemos agarra-la, gozar o presente,
Se nos vamos arrepender,
Que seja do que fizemos,
Não do que deixamos de fazer.

Felizes, merecemos ser felizes,
Gozar cada dia,
Encher os pulmões com alegria,
E sentir que o somos, (felizes).



Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

07/11/09

Não há escolha...

Num turbilhão de pensamentos,
Um nome sobressai,
Sempre presente, todos os momentos,
Sempre o mesmo nome que sai.

Sempre o mesmo nome,
Mas que se pode fazer?
Contra o coração,
Sabemos sempre que vamos perder.

A vida é feita de escolhas,
Umas acertadas,
Umas erradas,
Mas, quando vem o coração,
Não há direito de escolha,
Aceitamos o que nos dão.

Era bom poder escolher,
Decidir, ponderar,
Mas ele não nos deixa pensar,
E, geralmente, acabamos a sofrer.

Nada a fazer, temos que aceitar,
Está fora das nossas mãos,
Quando toca ao amor,
Quem dita é o coração,
O resto limita-se a acompanhar...



Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

05/11/09

Calor...

Vou subir a uma montanha e gritar,
Gritar bem alto o teu nome,
Dizer bem alto como me estas a cativar,
O quão feliz contigo consigo ficar.

Sim, fazes-me feliz, vibrante,
Um raio de luz atravessa as nuvens,
Ilumina o meu caminho,
Aquece o meu coração.

Sinto a luz envolver-me,
Abraçando-me no seu calor,
Sinto-me bem,
Sinto-me feliz.

Fazes-me bem!


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

04/11/09

Chegou...

Um dia, uma gota de orvalho caiu,
Chegou o Inverno,
As árvores despem-se de folhagem,
O dia escurece...
Chegou o Inverno.

A chuva teima a cair, o frio a entranhar,
Volta a roupa esquecida no baú,
Encolhidos,
Carregados de roupa,
Chegou o Inverno.

Os dias tornam-se tristes,
Frios,
Apenas apetece ficar na cama pela manhã,
Enroscado, quente,
A ouvir a chuva bater na janela.
Apenas a chuva,
Os pássaros não se ouvem,
Apenas a chuva.

Chegou o Inverno...


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

02/11/09

Como uma brisa

Como uma brisa,
O amor tocou a pele,
Afagou ao de leve, criando uma sensação de prazer,
Deixando a felicidade verter.

Como é feliz, como é petiz,
Uma criança de volta para o seu ser,
Sentindo a pureza das coisas,
Sentindo alegria em viver.

Há dias assim,
A tristeza não existe,
Apenas o Amor subsiste,
Sente-se o aroma a jasmim.

O Amor,
O Amor é o derradeiro dos sentimentos,
É a felicidade no seu estado mais puro,
É o sentimento que vence todas as batalhas.

O Amor.

É bom amar, ser amado,
É bom cuidar, e ser cuidado,
É bom...
O Amor!!!


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

29/10/09

A espera

A espera...
Pode ser desesperante,
Pode ser expectante,
Pode doer.

O coração bate rápido,
Tão rápido,
O peito parece apertar,
Porquê a demora?
Que se terá passado?

Tudo perguntas que assolam o pensamento,
Que baixam a guarda,
Que provocam um sentimento de falta,
Um vazio que se forma.

Qualquer movimento parece despertar,
Apenas para, rapidamente desanimar.

Porquê?
Torna-se stressante pensar,
O mesmo pensamento enrola-se no cérebro,
Sai!!
Não me sinto bem assim,
Pára de pensar,
Se algo correu mal.

Dizem que quem espera desespera,
Ditado tão real...


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.

Tempo não passa

As horas vão passando,
Mas os dias não acompanham,
À espera do momento certo,
Do dia que tarda.

Com expectativa aguardo a hora esperada,
Conto as horas, os minutos
O ponteiro dos segundos,
Porquê a demora da altura aguardada?

Odeio esperar,
Odeio, odeio, odeio,
A expectativa traz-me ansiedade,
A ansiedade, nervosismo,
Nervoso, não actuo correctamente,
Não assimilo, não raciocino...

Semana passa tão lenta,
O quinto dia tarda,
A ansiedade apodera-se de mim,
Não me deixa descansar.

Mas tenho que aguardar,
Tenho que aprender a esperar,
Como não sei o que a espera me traz,
Não me vale a pena divagar...


Beijinhos e abraços e essas coisas todas.